quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

À flor da pele

O que será que me dá que me come por dentro?

Que brota a flor da pele será que me dá
E que me sobe as faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar

O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo me faz implorar

O que será que será
Que dá dentro da gente que não devia

O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro será que me dá
Que me perturba o sono será que me dá
Que todos os ardores me vem atiçar
Que todos os tremores me vem agitar

O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá
O que não tem limite

Nem nunca terá

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

É só mais uma falta de sentimento.


Demos-lhe vida para morrer um pouco todos os dias.
Demos-lhe o ar para respirar, o ar porque sufocar.
Para mim morreu. Morreu porque não cresceu.
Alguém pensou que a vida só nasce para morrer.

Alguém morreu.

Falta-lhe um corpo para magoar.
Que venham corpos para queimar.
Corpos para amar e para chorar.
Uma música para se poder lamentar.

Não É triste, e eu sei.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Well this is a good idea, he wouldn't do it if it wasn't

Desiludir, oposto de iludir.

Apercebe-se quem sabe, quem sabe que um dia soube e não sabia.
Quem soube desiludir a ilusão, a ilusão de quem a inventou e não existia
Quem a ilustrou em folhas com vida, e agora não as entendia
Apercebe-se quem soube, quem soube iludir um dia.

"You left before the lights came on,
Because you didn't want to ruin,
All the lust that was brewing,
And I suppose that's the price you pay,
Oh it isn't what you say?"

Arctic Monkeys - Leave Before The Lights Come On

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A man among men

Certifiquemo-nos da existência do corpo
Em novos lençóis, voltar a ter ilusões

Cerifiquemo-nos da incerteza da certeza
Da luz apagada em quartos colapsados
Do silêncio legendado em lábios selados
Certifiquemo-nos da certeza da beleza

O porquê das palavras cansadas
Das caras aliviadas
O porquê de me sentir de alma lavada
Nesta estrada que me leva a nada

Certifiquemo-nos do fim da tristeza
A morosa ama da noite acordada
A escura hora que enfim me tocou
Certifiquemo-nos que isto tudo nos abraçou


Certifiquemo-nos então que nada escrito é isto.
Que nada disto é visto.

sábado, 17 de novembro de 2007

A strange form of life




Kicking through windows

Rolling on yards



Estranha capacidade de me chatear
A imensa vontade de poder parar
De poder parar este mundo
Este mundo que não pára de girar







Bonnie "Prince" Billy - Strange form of life

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Psicografia em folha branca

"Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.


Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.

Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.


Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,

Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o
momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
Nem fomos mais do que crianças.

Ricardo Reis


São as ondas em rios estagnados. São as margens seguras. Para onde?
São as palavras sentidas escondidas sobre a sombra do sol que detesto.

É só o simples não aceitar
De ver vidas vividas em quartos sem portas.

Capaz de interromper os meus maiores devaneios?






Nunca soube gostar do doce ou do amargo. A vida sempre se me apresentou entre o paralelismo dos dois, um branco outro preto.

Um sim um não, um não um sim.

Até ao dia que decidi, instintivamente, experimentar o cinzento. A larga escala de sim e de não, o extremo da contradição.
O amargo esconde-se no doce, o doce desliza no amargo. Um sabor real.
O encontro entre águas agitadas, o encontro de almas trocadas, num momento só, a larga escala entre a incerteza e a sua força oposta a que chamam certeza. De nada. De tudo.
Do fim e do reverso, conheço o começo.
Uma recta paralela ao horizonte, sem uma única história que se conte, somente um conto, a que ninguém quer por o ponto.

That´s it. And that´s right

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Tenho de dormir.

10 horas por dia, dizem os licenciados, quantas puderes dizem os desleixados.

Deixo as almofadas de lado, tombo a cabeça no chão, aqueço os olhos vidrados. Vamos lá começar então.

Está escuro, delineado. Uma daquelas coisas de cozinha. Daquelas em que vivi. Sim. É um balcão de bar dentro de um quarto iluminado pelas janelas envidraçadas de luz morta. É gente viva, é gente desconhecida. Estou em pé, de longe, sentado no sofá entre pessoas que não conheço. Não tinha visto a mesa mesmo à minha frente. O bar do balcão está cheio de garrafas meio vazias.

Olá. Olá. Bebi. Olá, olá. Bebi. Olá, olá, fumei, bebi.

Sou monte aglomerado de uma cama. É minha. Não é bem minha, porque a minha não é bem assim. Mas ela também não é minha e está em cima de mim. Não é bem em cima, é mais em baixo. Uma mão. Fria. Não é minha, mas é mortífera, é vida. É impulso, é um segundo. É tudo. É gente desconhecida, é ela, e ela é bonita.

Era o céu e o céu estava frio, naquela noite de manhã

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

: 00

Não sei onde o ganhei. Num filme não foi, num sonho, não sei. Só sei que nunca o deixei mostrar o fim.

No escuro desaparecer do dia, quis deixar.
No escuro desaparecido dia, deixei.


Mete medo, o medo que metes

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

5 segundos.....

Que esta sede sempre te acompanhe neste dia.
Reflecte

Mas que esta não
se torne um vício, mas sim um som que ouço,agora,
que paro e que penso, que esta hora
nos proporciona maravilhas como exemplo
maravilhas como este momento.
Este dia...
Puto tripa-te
Curto esta
Vida


Um amigo-sujeito
Com homem no peito
Orgulhou-me para sempre
Calças, a gente



Carpe Diem para mim e para os outros

5.1.1 - Homem orgulhoso?: sim




domingo, 21 de outubro de 2007

Provavelmente

Não venho aqui para escrever. Para descrever, para construir pessoas. Para esconder nomes
Não venho pelas musicas que disse gostar, pelas músicas que me fazem inspirar. Pelo ar frio que caminho, pelas ruas desertas em que me visito. Não venho aqui, vou ali e mais longe. Vou ao reflexo, vou ao chão repleto, vou à melodia antiga, à música sem vida. Não vou onde estou. Afinal. Continuo a estar. Vou pelo que disse amar, o que disse não tolerar, o que disse imaginar, o ar morto da imagem complementar. Estou. Na sala, no quadro distante, no mundo, mais fundo. Eu salto. Acima, abaixo. Estive, estou, não sei se estarei, a encontrar fundos para me emoldurar. Para me lembrar. Do vago olhar. Do inexplicável ondular. De alguém a inventar. Palavras para nunca sussurrar.
Não venho aqui responder.
Não venho aqui para escrever. Venho aqui encostar a cor do perecer.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"Ele deu-me a ideia, eu como pessoa criei-a."






Eu gosto de saber que o fim é o principio
De sinceras palavras desce o pano
De almas jogadas nasce o infinito.


    ("Tenho tanto sentimento
    Que é frequente persuadir-me
    De que sou sentimental,
    Mas reconheço, ao medir-me,
    Que tudo isso é pensamento,
    Que não senti afinal.

    Temos, todos que vivemos,
    Uma vida que é vivida
    E outra vida que é pensada,
    E a única vida que temos
    É essa que é dividida
    Entre a verdadeira e a errada.

    Qual porém é a verdadeira
    E qual errada, ninguém
    Nos saberá explicar;
    E vivemos de maneira
    Que a vida que a gente tem
    É a que tem que pensar.")

    Fernando Pessoa, 18-9-1933

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Marco um amanhã que me consiga encontrar (i'll be outside in the garden...)







That keep knocking on my door

I´m sure there´s something over there
Growing darker appetites
This wind, temptation
It just went crawling over there.

It was too much, I had to share
This sweet temptation

But this time
I´ll just do what it tells me to.







Nas horas certas, sinto-lhe ainda o aperto das velhas pernas. No trapo da idade, ouço cordas conhecidas gritar, olhos escuros brilhar. Passos acelerados dançando com vozes calmas, em mundos extremamente filtrados. No seu desgostar, degusto a violenta velocidade perfilando caminhos. Lares conhecidos violados por bruscas explosões educadas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

I´ll catch you on the hardest falls. I´ll carry you inside this walls


Here comes emptiness crashing in




You’re not the only one
With all things that you might do
Which one of them will you get to?

You want to lie, who will lie with you?

There’s nothing wrong with you today
Nothing you had that they took away



segunda-feira, 8 de outubro de 2007

I´m slowly, gently, getting out of track

Mau não é ver a morte à nossa frente, é ve-la dentro de nós

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Terraço, sem lua, sem chão






Pegadas traçadas encharcam o chão.

Olho em volta na procura infrutífera de encontrar outros corpos que olhem em vão.

Vejo nas paredes baixas luzes solitárias, manto saturado que a mim me protege.

Rendo-me à pedra suja com o olhar aterrador, água cobre-me a cara, contraste agudo entre a pele e o amor.

Falo sem querer, entre o som tranquilizador, da queda da chuva, de medos sem cor

Da catarse necessária daqueles que vivem do infinito, em terrenos inconstantes, em doces tragos de dor.

She used to love rain and I used to love her.
Now she´s gone but its still raining.
Now she´s gone but its still raining.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"Estúpido!"

Hoje acordei sem querer, entre os últimos minutos do dia de ontem. No meio do silêncio da noite, sozinho, por querer, ouço lágrimas por detrás da porta. Alguém quer chorar na azafama de teias em que se transformou o meu colchão. Detenho-me, escravizado, entre pensamentos de horror, vividos por ela, banidos por mim, por pessoas que um dia não me permiti.

Recordo-me hoje. "Anda cá"

What side is stronger in this double-faced mind?

At Last, the last



Yes, i was concerned with a rattle in my chest as the images started playing. But life taught me there´s tricks around the corner and, this time, they ran over me. For good.

As the music played, I went trough my dark alley, drawing universes in the walls until I made my last world. Suddenly, I see her. The purest tones, the perfect lines, all in a warning sign. It came from the outside, a door in the wall, long time broken by words I never meant. Misplaced words, misplaced person. But in my world. With magical words, the lock I swallowed before was open, and the room was like i left it, with a smile in the walls, impure lights coming trough the window. And I played it time after time, floating and flying, killing my shadow. The shadow is dead, here in my room, a place called Home. A warning sign. I knew it, I always knew it.

I´m not sorry, i am happy, thrilled for life. Keeping memories as movies, movies as life.

I´m sorry. This is who i am.

Portuguese Version not Available

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Rewulucaõ das Letras


Um dia perguntei-me de onde as palavras vinham

Do chão ao céu, recebo respostas complexas repletas de barulho
Hoje, a pergunta mantém-se, em letras trocadas em espaços vazios, num conjunto destinado a uma solução.
O paralelismo secante das palavras, de mascarás envidraçadas, oculta o verdadeiro valor para quem as persegue.

Em palavras que desconheço, amordaçado por isto das letras peço:

Rendam-se, os que não sabem ler

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

3. Estar sobre a influência de álcool, estupefacientes, substâncias psicotrópicas ou produtos de efeitos análogos



























Oh, girl. The men you´re looking for is in a golden statue or in heaven, but the last one already has a son

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Find me!

Find me. Find me. Who doesn't lie? Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. I feel just like. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Some great big disease. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. A picture from the past came slowly stealing. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Find me. Who doesn't lie? Find me.


Where there is much light, the shadow is deep




Pedras desgastadas e rachadas

Pontas apagadas ainda a fumegar

Sou eu?


terça-feira, 25 de setembro de 2007

Someone´s up for a hot coco?

Num confundir de desejos acordo vícios. Finjo filtrá-los em rebuscadas máquinas feitas de cartão, entre deslocadas colunas de fumo que queimam. dentro de mim. Ocupo as mãos, desvio olhares, cubro-me de expressões iluminadas enquanto a alma escondida derrete por algo que me proibi.

Neste reino de ninguém, ninguém o reconhece, além da pedra que vive atrás de mim, com ferramentas de artesão, em busca de um suave talhar.

Sweet wrap, covering sweet words

Dream as if you'll live forever. Live as if you'll die tomorrow.

domingo, 23 de setembro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Pus o cano da arma para fora, disparei, mas não tinha intenção de matar ninguém

Largar. O. Vício. Prazer. Vício

Destruir carne, osso ou ouvidos. Todo o consumir doloroso de alarmes vivos, vermelhos cor de pele, chagas acordadas adormecidas pelo massacrar. Vícios. de mentes pesadas. De cabeças inclinadas, fuziladas por olhares que não ferem, enterram-me em incessantes derrocadas. Resoluções sem questões, de dias pensados, projectam-se em cadeiras usadas.

Falta-me a cor de outrora, de mesas sem hora.

"This is what you get, when you mess with us"

terça-feira, 18 de setembro de 2007

I live between the lightning and the thunder

It's the place that's said to break
It's just as safe from the outside tonight
And I warned them
I face the storms at the tides
From the lighthouse

And I warned them
Unleash the storm and the night

Oh...

What do the storms have to say now?
What do the storms have to say now?

Slow down

And let the waves have their way now
Slow, and let the waves have their day
And I warned them
Here I've been living on roofs made from sin
I put an outward, "Begin, begin."
Here I've been lucid I'm living within



The Lighthouse

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

























Save some face, you know you've only got one
Change your wings while you're young
Boy, one day you'll be a man
Oh girl, he'll help you understand
Smile like you mean it
Smile like you mean it

And someone is playing a game
In the house that I grew up in

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Sem som. Sem ser o meu, este ruído arrepiante, de facas enraizadas. Na busca de um céu, de mapas sem legendas, procuro um qualquer livro de regras. Tento encontrar por detrás da pesada cortina um reflexo meu, sem armas em riste, sem caras rasgadas. Sem explicações plausíveis, sem barreiras de porquês, um dia completo sem esta amarguez. O refúgio guardado em ruínas ruiu, em brisas demasiado pesadas, em sufoco por não ver. Num ultimo rasgar despejo o que furou, silêncio de demónios num agitar que me tomou.

Sobre algo eu estou, esta eterno atordoar, que sobre mim pousou.

Handling debt to karma
Ending party for a living
Looking backward in the mirror
Playing dead, this may kill you



quarta-feira, 5 de setembro de 2007

I´m scaring everyone away

With guns i´ve never knew
With words i´ve never used

"My beloved reader. Do you know anything about that terrible disease called madness? The deepest wound, sealed on god´s worst experiences, they call it.
A curse only spoken on the bloodiest books, hidden for the painful cures.
No one ever told me how is to be trapped in muscles that are no longer ours, forever property of a nameless devil.
A gentle trembling kidnap his lips as the ugliest evil raises from his soul"

terça-feira, 4 de setembro de 2007

He had a room full of switches and dials and lights and a head full of clouds

Above

I'll turn my back and disappear

If this is it

When all we have and ever will

If this is it

Time is running out and standing still

I'll leave today

I'll fade away

Below

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Never forget something that once made you smile


























Quadros que pareciam mundos, onde o sombrio desconhecido vivia.
Interdito por grossas vozes que agora são as nossas.
Carros a prova de tudo, hoje destruídos.
Já não é tão bom ser do mundo dos crescidos




sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Ruídos de punhos cansados

Admirável mundo novo, este. Virgem. Claridade imaculada no mais negro olhar ao mundo. Murmúrio de anjos terríveis na sua melodiosa dança. Deuses novos, deuses velhos, entranhados no linho. Películas passadas, escritas presentes, esboços futuros. O ar volátil, ansioso por faíscas sonoras, adensa ecos mudos de murros cerrados. A cama treme, o mundo abala. Isto tudo debaixo dos meus lençóis.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Pointing someone




We´re caught in a trap and I can´t walk out until I collect the missing clues

It´s you, It´s you

And i worked to make it work
And i let myself get hurt

And kept sinking deep on you

"Desejo insaciado de excessos, este de te provar, uma e outra vez. Bom Dia"

Assim é: no mais simples que sou: a sobriedade escapa-me todo o dia. Não a contrária a um estado ébrio, mas a carrasca de todo o meu ser soturno. Escapa-me todo o dia, todos os dias. No atordoante movimento cíclico. No dormir. Seu antecedente e precedente. No teatro de penas vejo a corrida mais insana que a mente me prepara. Uma corrida para eu correr. Aliada à mente algo está, pois assim, acordaria cansado e não extasiado, parasita de um corpo saturado. Por graças da ironia, faço, agora, o meu ultimo aquecimento. Boa Noite



terça-feira, 28 de agosto de 2007

(FECHADO PARA MANUTENÇÃO)






















"E a noite veio acordar"

Die now, O King!









Each night I meet him. King with Crown. Each night we fight.
Why must he kill me?
No. I shall not die.
I can be smaller than a pinhead, harder than a diamond.
Sudenly, how gentle he is! One of his tricks.
Off with is crown! Strike. Bash in his skull. Face streams blood.
Tears? Perhaps. Too late! Off with his head! Pith the spine! Die now, O King!




People know the truth, they may not like it, or want to know it, but, but they always know.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sem anéis, um dia talvez

Entre parênteses, com histórias de heróis, películas queimadas, punhos intrínsecos, voos não programados, cenários jamais imaginados. Tudo dentro de cabeças sem nome, com apelido desconhecido ou clichés fodidos. Talvez carros antigos para pessoas com tanto libido. Fatais dentro da proveta, dum sonho não nascido, (quase, talvez) vivido. A cor está lá.



Não há fundo atrás do olho, não há altivez atrás do todo.

Paredes surdas, pessoas caladas

domingo, 19 de agosto de 2007

We’re half-awake in a fake empire

Algo nesta cadeira de sempre se apodera, na cúpula esférica de luzes estonteantes, de notas com cor, de pautas saltitantes. A cada timbre uma nova descoberta, o nascer de um novo poeta, discipulo de ressaca. A incessante chama que me aquece em cima de estrados que poderiam ser estádios, de imagens que podiam ser quadros. A chama incessante apaga-se. Acende-se. Não se mantém

"Mas diz se por aí que tem havido muitas histórias sobre coisas ou pessoas que não são agradáveis à vista mas que, ao conhecermos, acabamos por nos apaixonar por elas" Brad Lewis, Producer.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Walking between light and shadow. Look into my eyes. What do I see? What do you see?




This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end

Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again

Can you picture what will be
So limitless and free
In a...desperate land

It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die

This is the end





"And then again maybe you won't

When you're older you might understand"

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Go ahead. You have a key.

Deixo-vos agora com uma história de um homem que encontrou a
liberdade no lugar mais inesperado...

...no fundo de um tinteiro...

...na ponta de uma pena.

No entanto, aviso-vos já que o enredo está manchado de sangue, que as personagens são depravadas e que os temas são, no mínimo, perniciosos. Mas para se conhecer a virtude há que conhecer o vício. Só então podemos conhecer a total dimensão do homem.

"A verdadeira ambição encontra-se encarcerada nas paredes desacimentadas da prisão. Da dor que sai do coração, perfurando carne, derrubando fronteiras, parasita da canção, de braços abertos no voar do seu artesão."

domingo, 12 de agosto de 2007

Passo a passo, pág. 70

Encontrar um pedaço de folha em branco é tão difícil como perceber onde estou manchado. Abro o vidro, com o vento na cara, de boca fechada e os ouvidos abertos. Vejo-me outra vez, já sem olhar, com a janela fechada pronta para se saltar. Corro contra o ar estagnado do pensamento que voa, já pensado, na procura do que já foi sombra de floresta. Percebo agora, para mais tarde não perceber, que o som capturado de uma fotografia não acolhe o que lhe vem atrás.


So come...i dare you..turn the page

Não nos podiam ver, não nos podiam tocar, não nos deixei mentir, naquela sala sem licença para um escuro tão profundo.

E aparece assim, acendeu-se a luz.

Dá-me a tua mão, se tocamos em alguma coisa, se nos chamam por algum motivo, se nos podem ver, se nos podem tocar, o meu desejo é morrer na paz do teu beijo.

E ao que vejo, sem futuro, é lutar por um dia mais escuro.

(O que é isto que me cobre os olhos?)

My writing is involuntary, like the beating of my heart.

Ruído

Não entremos em domínios que não conhecemos
Não te faças princesa atrás do que não o é
Não emanes ternura que não seja tua
Não o faças por mim. Afinal acaba por ser para ti

Não penses que não te enganas a ti própria

Quando pensas enganar alguém que te disse um dia que não o podia ser

Ruído

"Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas
Levas a cidade
Solta no cabelo"


Fim de viagem com a colecção de arrependimentos ainda na mão.

(Não há encaixe entre turbilhões e folhas brancas)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

1 Comments

4000km =

Neste infinito fim que nos alcançou guardo uma lágrima vinda do fundo, guardo um sorriso virado para o mundo, guardo um sonho que nunca chegou. Na minha casa de paredes caídas penduro espelhos cor de prata, guardo reflexos do canto que mata, guardo uma arca de rimas perdidas.

Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que conheci...

No mundo onde tudo parece estar certo guardo os defeitos que me atam ao chão, guardo muralhas feitas de cartão, guardo um olhar que parecia tão perto.

Para o país do esquecer o nunca nascido, levo a espada e a armadura de ferro, levo o escudo e o cavalo negro. Levo-te a ti... levo-te a ti para sempre comigo...

Na praia deserta dos dias que passam

Alpes que ecoam





Ao enfrentar o cume, o céu acirra-se, pintando-se de um cinzento que camufla uma dureza milenar. O branco flutuante desce, acariciando galhos que se atiram para o mais profundo de
nós, correndo junto ao leito num gélico fumegar, aconchegante, eternamente guiado pelos senhores là do alto. Hoje, não por ser um dia assim, estou onde o céu começa e a terra acaba, coordenadas do meu sonho.

7'8'07: Silêncio total

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Onde o terra acaba e o mar começa

"And so it is
Just like you said it would be

Life goes easy on me

Most of the time
And so it is

The shorter story
No love, no glory

No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my mind off of you"

So many should in your life, oh girl.
Break them someday, and, maybe, i´ll join you

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Um adeus até querer

Não há nada que possa escrever aqui que me deixe fazer entender. Não por estas folhas sem linhas que não me deixam comprometer. Eu vou-me, não me fico, até um dia talvez, onde se possa falar sem nenhuma viuvez. Espero que me entendas o que me fiz por ver, por dizer, por te mostrar. Não vale a pena escrever porquês, não os ias entender, também já não há português . Fica com o calor que continua lá, de lá nunca saiu, nem da beira em que me sentei, nem da cama em que me meti. Espero que tudo doa até sarar, mas por favor, deixa a marca lá ficar. Até logo, por aí.

Dói até sentir, os milhares de metros sem te ouvir.

"Pode ser o maior erro da minha vida, pode até doer num depois de amanhã, mas dentro de mim tudo isto já saiu, estou agora sem nada que não me faça perder...até o tempo em que to digo já o faz ser"

You really haven't figured it out yet have you?

Tantas coisas para escrever, das palavras que vem lá do fundo mas, sufocadas morrem, com o medo de tanto temer. Aqui estão as teclas, em que toco por querer, insignificantes cliques que nem compostos me podem descrever. Para mim, tu sabes, crescem frágeis atormentadas com o seu iminente desaparecer, voltando atrás no que para mim já foi escrever. A necessidade extrema de embelezar cresce num domínio que nem o meu reflexo quer reconhecer, em busca de uma sombra onde delas nada pode renascer. Voltei atrás, mais de que uma vez, na partitura que se fez, de músicas estrangeiras, de imagens com tanta tez.

Deixa-me olhar outra vez...mas o que raio é que eu quis dizer?

"As coisas são simples, as pessoas é que as complicam"

Sem título outra vez

Ou já sou uma ilusão da minha imaginação
Ou um grito silencioso de desespero acorda comigo
Antecedido por angústia de ver e já não ter
De já não ter e ainda querer

Quatro frases para delinear a mão cheia de palavras em que te quero prender

terça-feira, 31 de julho de 2007

It´s not a cold case

Every time that I look in the mirror
All these lines on my face getting clearer
The past is gone
It went by like dust to dawn
Isn't that the way?

I know what nobody knows
Where it comes and where it goes
I know its everybody's sin
You got to lose to know how to win

Sing with me, sing for the years
Sing for the laughter, sing for the tears
Sing with me, if its just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Dream on, dream on
Dream yourself a dream come true
Dream on, dream on


Sing with us, sing for the winners
Sing for the things that will ever come with us
Sing beauty, sing for the brightness
Sing for a sunshine that will never die within us

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Sem título diz ele, cheio de razão

Abrir, criar, fechar

Sem título diz ele, e eu também
Introdução, desenvolvimento, conclusão
Mandam as regras, com toda a razão
Se lhe tirasse-mos o coração

Hoje, falo só para mim
Sem querer embelezar ou aliciar
A rima continua, sem a sua ternura
Em regras destronadas por saber

Calor quente em tempos de nuvens
É preciso dissolver com um bocado de chuva
Já tiramos de nós os seus ingredientes
Vamos misturá-los quanto baste

Não há aqui nenhuma conclusão
Não a decifro porque quase não há um então
Mas, olhando para trás,
Onde está o início e/ou a sua continuação?

(ainda não distingui a ressaca)

A guerra nunca foi a melhor saída


Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria

Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi
Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã

E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas

Se uma voz nos diz que é viver em vão
Pra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas

Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é com voltar a dizer
Eu estou quase a viver

Não há muito que dizer, basta fazer o que se disser
Dorme bem que eu também*

domingo, 29 de julho de 2007

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã

Ouvi dizer
Que o nosso amor acabou
Pois eu nao tive a nocao do seu fim.
Pelo que eu ja tentei
Eu nao vou ve-lo em mim
Se eu nao tive a nocao de ver nascer o homem.

E ao que eu vejo
Tudo foi para ti
Uma estupida cancao que só eu ouvi
E eu fiquei com tanto para dar
E agora nao vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva

E pudesse eu pagar de outra forma

E pudesse eu pagar de outra forma

Ouvi dizer
Que o mundo acaba amanha
E eu tinha tantos planos p'ra depois
Fui eu quem virou as paginas
Na pressa de chegar até nós
Sem tirar das palavras seu cruel sentido.

Sobre a razao estar cega
Resta-me apenas uma razao
Um dia vais ser tu
E um homem como tu
Como eu nao fui
Um dia vou-te ouvir dizer

E pudesse eu pagar de outra forma

E pudesse eu pagar de outra forma

Sei que um dia vais dizer

E pudesse eu pagar de outra forma

E pudesse eu pagar de outra forma

A cidade esta deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga,ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doenca
Quando nele julgamos ver a nossa cura

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Nobody ever said it was easy


The lights go out and I can't be saved
Tides that I tried to swim against
Have brought me down upon my knees
Oh I beg, I beg and plead singing
Come out of things unsaid
Shoot an apple off my head and a
Trouble that cant be named
A tiger's waiting to be tamed thinking
Come out upon my seas,
Cursed missed opportunities
Am I a part of the cure
Or am I part of the disease?




(The answer)


Pois é, está cientificamente provado...



Que lá no fundo reprovado

(A)parece luz

Aperto na costela, onde encontro o pó do que se desfez

Let´s simplify! Shit, once again...

Eu já chego onde o sol não te apanha

terça-feira, 24 de julho de 2007

Not needing for

Não quero falar em línguas caras
Porquê dizer que me encontrei onde me perdi, onde o reflexo preferi
Quando já não sinto o que senti, num dia de janela
Onde não corrigia, só comentava
Só sonhava, não constava
Onde a janela abria e eu me ligava
Conversas de metro e meio sem sentido, agora comedidas
Ouvindo sem sentido ligado, mas com o meu sentido próprio
Como cada um por si, ligado por algo que não voa
Encontro-me na música sem sequer sentir
Entendendo o que prefiro, não o que alcanço
Perdido a meio caminho, onde estava....sem descanso (bem)
Sem nada como querer, sem nada com que me agarrar
Agora, desejo agarrar sem querer.
Como algo figurado, como que não personalizado
Como de um sentido abstracto se retratasse
Escreve-se como quem desenha, não como quem rabisca
Flutuando no que se têm, não no que se quer ter
Porquê ouvir a frase certa se a palavra está lá
Porquê não saltar a cerca se a sombra está lá

É o excesso de ter, de ser, de meu, de teu

exceptuando o que se quis

Como neste texto quase fiz
Onde não apago tudo o que escrevi

merda

diz:
"tás ai?"

terça-feira, 17 de julho de 2007

Hoje rio

Hoje rio, porque hoje sou eu

Voltei

Hoje escrevo sem sentido, tentado encontrá-lo lá pela quarta ou quinta linha
Não me pergunto porquê! Não me encontro razão
Sou o simples e comum, eu puro, sem anestesias ou soturnidade
Ah, (este ah é mais profundo)
Volto a ser eu, com dúvidas que não me pergunto
Aliviado e extasiado, ao som de qualquer música, não a que faça mais sentido
Não me correspondo, nem aos outros.
Não há pausa
Só a simplicidade de sempre, o prazer de sempre.
Acordei de vez, para viver na minha boémia desperta!

Já não há não à minha frente!

Inquietação

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Fotograma de noites passadas




Um quadro branco manchado de areia, com torres de espera em plano de fundo.
Nuvens, escuras, gigantes, alumiadas, em desenvolvimento ribombante.
Correria, apatia, um lavar incessante que corroí a pedra em que me sento quando corro. Olho, admiro, vejo-me acordado a ver-te, vestida, quase sem véu, com véu.
Um mar aceso soterra-me os pés, como quem pede para ficar
- "Fica co...

Acordo

Conta-me como foi... ou não eras tu quem estava lá?

domingo, 15 de julho de 2007

You seem so far away, away from here

I was thrown out of your world/I just got out by your back door/Suddenly my brightness became so bored/Maybe I just can't bright anymore/Yes I am ugly as much as I can be/And that was always a big part of me/You're dragging me down for what I am/Maybe I never was what you planned/Soon I'll be dead/My words in your head/Will now be a shadow/All my feelings are broken/Love just can't be spoken/When was the last time your eyes saw me?/I don't remember, was I on my sleep?/You're dragging me down for what I am/Maybe I never was what you planned/No use in pretending sorrow/Where will I be tomorrow?

Escrevo porque não sei. Porquê? Não sei




Acordado rejuvenesço de cabeça alienada, encarcerada dentro da água sem refúgio da alma encharcada. Hoje escrevo porque não sei. Porquê? Não sei. Hoje não sei, como ontem também não sabia e amanhã não vou saber.

Quero encontrar, mas não tenho como. Não tenho porquê, não tenho um final. Tento encontrá-lo, mas o resto do mundo cerca-me sem fim. Só sei, sem saber, que quase que caio ao levantar-me. Mas outra vez, não penso nisso. Não me gasto nisso, não me procuro isso. Porque o que procuro já eu encontrei...aqui está o meu não sei.

Só quero que saibas que ando por aqui, que ainda não morri.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim,
encosta-te a mim,

encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
no fundo para te merecer
não quero adormecer.

o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim

: silêncio total

quarta-feira, 11 de julho de 2007

And I...

When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse
When the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

High up above or down below
When you're too in love to let it go
If you never try you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Tears stream down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And Iiii...

Tears stream down on your face
I promise you will learn from your mistakes
Tears stream down your face
And I...

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

terça-feira, 10 de julho de 2007

And I could hold you if you just stood still




I watch the traffic lights
I drift on Christmas nights

Oh, hold still for a moment and I'll find you
I'm so close, I'm just a small step behind you girl
(And I could hold you if you just stood still)

Oh, hold still for a moment and I'll find you
You're so close, I can feel you all around me
And I could hold you if you just stood still
Oh, hold still for a moment so i'll find you
I'm so close, I'm just a small step behind you

I wanna set it straight
I wanna make it right
Girl, come closer

domingo, 8 de julho de 2007

Porque sai de lá sem selo

Porque sai de lá sem selo...sem precisar dele, porque a marca está lá
Não colou, não me importo. A mensagem está lá dentro
Porque faltaram frases, palavras, mas arrancaram.me o papel das mãos
Porque voltou mas a tinta já não escoava à minha volta.
Porque não voltou, porque voou. Porque estava no alto de corpo presente.
Porque voava colado ao chão sem saber se estavas na minha oração.
Porquê? Não sei, mas também não sei se quero bem saber.

Porque gostei do sabor sem o ter

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Porque sou lá de cima, com gente em baixo

A noite escura em que me entranho, contigo ao meu lado. Rodeado de alumínio, betão e janelas envidraçadas.
Um senhor lá no alto, de braços abertos, esperando uma redenção.
Da luz branca um escuro, pontos brilhantes caminham ao meu lado.


Porque sou lá de cima, com gente em baixo, sem interesse por altura.
Porque sou o senhor lá no alto, de braços abertos, para abraçar a tua escuridão

O teu conforto é pedra desfeita...Quero.te lá


terça-feira, 26 de junho de 2007

Ida na tentativa de (te)encontrar(-me)


Trying to find some peace of mind
Don´t know if you´re by my side

A lonely sidewalk in my way
May tell me if i´m just a delay


domingo, 24 de junho de 2007

Opposite directions?

Ou se é o núcleo...
Ou se é a fenda...

Collapse the control building a revolution

You said I could never find a way to ease your mind
But where I go you wind up in the dust
(I tried so hard to have you reach another side of me

Instead you went to nowhere and forgot)

So I wander on
Asking where you might have gone
From what I knew before
(Some things are worth fighting for?)
Yeah

(They're calling out)

Some things are worth fighting for

Yeah?

Hands and feet are all alike
_______________________________

But fear between us divide us

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Title in progress







Numa
bizarra
tentativa
de
me
perceber

Only he didn't tell anybody, which... well, it's not quite quitting, is he?

This is me with another nervous breakdown
My pressure dropped, this body went with it
Memory fails, I'm feeling claustrophobic
I scream my silent pain in this big plain
There's no one here
Tell me who is there now
Who is there with ____

I'm taking no calls unless it's her voice
I'm seeing no one unless it's her
I open the mailbox every hour
Maybe I'll hit the postman
I want to hear some love words
But not it that dyslexic voice
No I won't tear apart for ____
But I was given no choice

I guess I was trying to keep me alive
But once I was dead there was nothing to do beside
Picking me up and lying me down
Waiting for some angel
To wake me and say to me
"Hello. Don't be scared. I want ___ to know, you're not dead."

Kiss me, is this a dream?
Should I believe it?
Please promise to me that ____________________________

Am I too good for _____, am I just paranoid?
Should I clinical ou should I speak louder?
Maybe I should close my eyes for years
And wait for the strongest feeling
Out of all of the feelings
to raise
from
____.

Am I real? Are ___ real? Is this real? What's real?
Am I real? Are ___ real? Is this real?

Tell me, what's real?

quarta-feira, 20 de junho de 2007

terça-feira, 19 de junho de 2007

Wear suitable protective clothing*

Curvas deslocadas numa ciência exacta
Fazem caras conhecidas, rectas abstractas
Sigo linhas, faço contas
Tudo pela cruz imaculada


(Poor me, I'm floating out to sea
An opportunity that went bad
Poor you, oh what you gonna do
No what you gonna do?

Oh, you always come undone
Try into the sun, you don't know why
Poor you, I know what you gonna do
Come on love I'll see it through, I don't know why

I hear you come nearer
I hear you but I don't understand
I hear you come nearer
I hear you but I don't understand)

X&Y

B6

Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo.
(São quatro horas de tardar o dia.)
Abro a janela
E, de repente. Humano,
O quadrado com cruz de uma janela iluminada!
Fraternidade na noite!

Fraternidade involuntária, incógnita na noite!
Estamos ambos despertos e a humanidade é alheia.
Dorme. Nós temos luz.

Quem serás?
Não importa. A noite eterna, informe, infinita,
Só tem, neste lugar, a humanidade das nossas duas janelas,
Neste momento e lugar, ignorando-nos, somos toda a vida.

Sobre o parapeito da janela
Sentindo o húmido da noite o cigarro a que me agarro,
Debruço-me para o infinito e um pouco

Nem corpos vibrando ainda no silêncio definitivo!
Que fazes, camarada, da janela com luz?

domingo, 17 de junho de 2007

In the Top of the Hill

Today we need some GREATNESS



Oh...we need some GREATNESS

"This heart ain´t made of gold"

I don’t know meaning of which words changes with time and place
I don’t know why always I believe still there is time…



Answer won’t come, oh, they´ll come one day

sábado, 16 de junho de 2007


This world is a lonely place
One head, two pillows
Old statues made from the dead
Only noticed by pigeons

When I hung up the phone last night
You just sounded so tired
From all the bastards
That keep bringing you down

So don’t let them hurt you
(They don’t feel like we do)
They hang on to things
They’re puppets with strings
With no one to pull

(So don’t let them push you
Don’t let them use you)
And even if you fall
Just say “fuck them all”

When you hit the floor

This world is a lonely place
One head and two pillows
So you keep remembering yourself
All the good things that you’re missing

I guess when you’re down and out
You just don’t feel the danger
So here they come, There they go,
The bastards once again

So don’t let them hurt you
(They don’t feel like we do)
They hang on to things
They’re puppets with strings
With no one to hurt

So don’t let them push you
Don’t let them use you
And even if you fall
Just say “fuck them all”

So don’t let them hurt you
They don’t feel like we do
They hang on to things
They’re puppets with strings
With no one to pull

So don’t let them push you
Don’t let them use you
Even if you fall
Just say “fuck them all”

When you hit the floor
When you hit the floor



quinta-feira, 14 de junho de 2007

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso
faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,

Cansaço...

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