segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

E tudo aqui tão perto


É a minha vez de ser o corvo, de ser predador desprovido de afecto, de voar em círculos, preso no meu próprio céu na fria busca por inocentes presas.

O meu preto corre entre pedras de rubis vermelhas, cor interessante.

Perdido entre o tudo e o nada, no ruído do ano que advém e que antecede, entre a paisagem vaidosa e metafórmica do futuro.

Salas futuras com gente antiga, em tons que desvanecem entre as páginas que se viram e que ficam no mesmo sitío.

Isto sou eu, um nada no meio de um mundo que não espera. Tom pesado e carrancudo, olhar perdido para fora, tudo perdido cá dentro. Voz pesada em pessoas frágeis.

Todo o sistema virado do avesso.

sábado, 26 de janeiro de 2008

It´s all about clicking and typing, the rest of us got out and hidden.








Sinto em mim a falta de palavras para qualquer reserva a resposta, além do silêncio absurdo que fala por si. É o acumular de ideias que desvanecem em mim, são os és e os sãos que iniciam o que já me esqueci.

Não me falta a vida, a morosa pena escondida, a falta de vida, essa que está guardada por (em) mim.

O escuro reflexo de quem não se reflecte em espelhos brilhantes, de caras sonantes. Somente um espelho indigente, à espera de gente

Infiltra-se em mim a barreira valente, de partículas ardentes, de pensamentos que ferem os ditos carentes.

De resto, nada mais, além das teclas apagadas e das mentes lavadas. Não sei do que falo, falo do que não sei.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

(still not perfect)

Era genial se do nada se pudesse escrever alguma coisa

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Espaço fechado




Along with the sunshine, I went away

There is a space here, there is a void
I need to find, a little more time
along with your smile, I took my belongings
gimme time
along with the sunshine, I went away
I need to find a little more insight
Of all of the fuckups that I do
gimme insight
I've saved up the best one for you
I'm getting better everyday
I just don't care what those whispers say


quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

À flor da pele

O que será que me dá que me come por dentro?

Que brota a flor da pele será que me dá
E que me sobe as faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar

O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo me faz implorar

O que será que será
Que dá dentro da gente que não devia

O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro será que me dá
Que me perturba o sono será que me dá
Que todos os ardores me vem atiçar
Que todos os tremores me vem agitar

O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá
O que não tem limite

Nem nunca terá

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

É só mais uma falta de sentimento.


Demos-lhe vida para morrer um pouco todos os dias.
Demos-lhe o ar para respirar, o ar porque sufocar.
Para mim morreu. Morreu porque não cresceu.
Alguém pensou que a vida só nasce para morrer.

Alguém morreu.

Falta-lhe um corpo para magoar.
Que venham corpos para queimar.
Corpos para amar e para chorar.
Uma música para se poder lamentar.

Não É triste, e eu sei.